Politicamente correto
Últimamente vem se questionando nos manuais de redação o uso de certos termos como: lista negra, humor negro, denegrir, entre outros. O que afirmam dizer é que essas palavras estão carregadas de preconceito com a raça negra (nem sei se posso escrever assim).
Não cabe a mim julgar, mas acredito que esse fato é mais uma questão habitual e cultural do que preconceituosa, as pessoas usam essas frases em outro contexto que não é o preconceituoso.
Vejam a opinião de Rose Campos, jornalista free lancer:
"sou negra, também vejo o preconceito e já o senti na pele, mas acho que essa onda excessiva de politicamente correto muitas vezes vira do avesso. É tanto melindre para dizer a palavra negro que isto está virando um xingamento. Ou alguém vai me chamar de euro-afro-e-índio-descendente? Porque é isso que eu sou. Mas fico feliz quando as pessoas me dizem sem meias palavras e sem nenhum preconceito que eu sou negra, pois o sou com orgulho. Entendo que no sul do país, por exemplo, o costume é dizer "preto". E respeito. Faz parte da cultura deles. Mas para mim preto é lápis e vestidinho básico. Agora, censurar "humor negro" é quase um caso de humor negro. É criar um preconceito onde em geral ele sequer existe. Posso dizer palavras lindas para alguém, de forma extremamente irônica e ser, aí sim, preconceituosa."
Depois dessa polêmica toda os anõezinhos, ou melhor, os verticalmente prejudicados do Senso pararam de judiar de mim... por que judiar é um termo preconceituoso com os judeus.
A todo vocês um feliz dia da alface hidropônica
Escrito por Felipe Rariz às 10h33
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