Escalação divina
Pensando em futebol além-morte decidi escalar aqui uma boa equipe, sei que o blog pra falar de futebol é o Com a bola Cheia (www.comabolacheia.zip.net), mas essa escalação é pertinente. Goleiro - Golias, um gigante Lateral esquerdo - Pedro Lateral direito - Paulo Zagueiros - Barrabás - roubador de bolas e o filho pródigo - se for ao ataque ao menos ele volta. Volantes - Noé - conduz bem por campo alagado e Moisés - pra abrir um buracao na defesa. Meia - Jesus Cristo, ele é 10 Atacantes - Davi- bom de pontaria e Caim - esse é matador Técnico - O Todo Poderoso. O time só tem dez porque tive que sacar o Judas, ele entrega o jogo...
Escrito por Felipe Rariz às 14h03
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40 anos de Woodstock

Hoje 40 anos depois do Woodstock, aquele festival hipponga que marcou a era "paz e amor", eu penso que se fosse hoje o evento não teria a menor graça, porque uma empresa tipo a Claro iria patrocinar, mais uma rádio iria ficar com promoções, teriam áreas vips, camarotes e abadás. Porque hoje eventos são comerciais e a qualidade é posta em xeque, assim sendo, o que seria um festival da liberdade e protesto contra esse mundo capitalista iria virar apenas mais um "rock in rio" com cabeludos doidões e pelados. Por falar em pelados, com esse mundo politicamente correto, nenhum peladão poderia fica peladão, já que isso é atentado ao pudor, a não ser que seja na televisão, aí pode. Uma coisa que ainda seria mantida é o consumo exagerado de drogas, acho que foi a única coisa que sobrou daquele tempo. Uma tiazona aqui do serviço me falou que adorava o Creedance e se pudesse teria ido ao Woodstock, não pelas drogas, não pelo sexo, e sim pela música, que de forma relevante perdeu seu charme. No Woodstock de hoje teria a Britney Spears tocando o hino americano numa versão pop, ao invés de Jimmy Hendrix na sua guitarra, teria a chata da Lady Gaga, Byonce e mais alguma coisa bem ruim que o povo gosta. O combustível do Woodstock foi a guerra no vietnã, hoje com tantos conflitos fica difícil escolher um de pano de fundo e o pior, a juventude não tem um ideal, seja ele qual for. Talves o ideal de hoje seria não ter ideal, mas só daqui uma década a gente vai saber qual foi a do ano 2000. Sou velho pra viver nessa época em que vivo, queria ser jovem e jornalista em 60 e 70, pegar umas ondas no Rio com a galera do pier de ipanema, conhecer o Petit e o Rico, e tantos ícones daquele tempo e se tivesse internet naqueles anos sem dúvida seria o melhor da história pra se ter vivido, mas o bacana é que dá pra descobrir muita coisa do que foi sem ter visto nada, e lembrar que aqueles anos foram os melhores da minha vida, sem ela existir lá.
Escrito por Felipe Rariz às 13h51
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