Escreve, escreve e escreve...
Estou fazendo um livro sobre as vítimas do incêndio do Joelma, tenho uma fonte que por questões de ética não vou revelar seu nome, e como no livro tem várias quando ele sair ninguém vai saber sobre quem estou falando... Voltando à fonte, esse ser é muito chato, me enrola pra dar entrevistas, é mau humorado e nunca responde de bate-pronto o que pergunto. Se é um livro os detalhes devem ser descritos, e toda vez que pergunto alguma coisa específica de mais como o que tinha na mesa ou qual era a cor da parede, essa pessoa sempre pergunta, mais pra quê isso hein? Porque os leitores precisam "ver" o que tinha lá. Algumas coisas são emocionantes como falar dos amigos que morreram, tocar nesse assunto é sempre delicado, mas nesse aspecto minha fonte foi legal, só não me diz a porcaria da idade! O que faz uma pessoa abrir toda a sua vida e não falar a sua idade? O que importa são os fatos ocorridos não a idade dela, mas vai enfiar isso na cabeça da pessoa. Agora o que dá trabalho é juntar todas as informações e escrever. Um livro é composto de páginas com linhas e letras, que por mais que os dedos estajam exaustos elas ainda precisam ser feitas. Resolvi descançar um pouco agora do livro, e descobri que escrever aqui no blog não vai me deixar descançado.
Escrito por Felipe Rariz às 13h47
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